quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Para estabelecer a ordem

O prefeito Maroca (PSDB) deu uma grande cartada criando a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano. O projeto que cria a nova estrutura da administração foi aprovado na Câmara Municipal nesta terça-feira, 18. Vale apostar nesta tentativa de organizar o caótico trânsito da cidade. Sete Lagoas é uma cidade de médio porte, mas seu trânsito, seu transporte público, seu planejamento urbano são um desrespeito com os cidadãos.

Está tudo errado, da mais simples sincronia de sinais a uma complexa organização do transporte público. Aqui não se respeita nada, afinal não existe fiscalização. Agora, com a criação desta nova pasta no governo municipal chega à expectativa de mudanças. Esperamos que não seja apenas um cabide de empregos (ou de cargos) e sim uma secretaria que assuma este importante papel. Ao prefeito ainda caberá a missão de nomear um secretário que tenha pulso e capacidade para carregar este fardo. Uma pessoa que não ceda às pressões e não atenda a interesses escusos.

Este secretário, por exemplo, vai ter que por fim a vergonha que é a prestação do serviço de transporte público na cidade. Concessionária e permissionária do serviço disputam na forma do “a qualquer custo” os usuários nos pontos de cada bairro. Ficou normal ver pelas ruas cidade os “pegas” entre os ônibus de cada uma. Colocar ordem onde a desordem está estabelecida há anos não é fácil. Mas, a criação da Secretaria Municipal de Transporte já foi um primeiro passo. Que os outros passos sigam o caminho certo.

Um comentário:

  1. Aos

    Jornalistas e órgãos de imprensa de Sete Lagoas

    Prezados Senhores


    A violência urbana é, nos dias atuais, crescente e alarmante, alcançando todas as esferas sociais. Todos sentimo-nos enclausurados e anulados diante da perspectiva negativa apontada pelos índices estatísticos da violência em nosso município. No espaço dos 10 últimos dias vimos com perplexidade à brutalidade de dois acontecimentos trágicos que abalaram toda cidade e de maneira particular nossa classe de moto taxistas. Ora, sabemos se tratar de duas fatalidades, mas, também não podemos deixar de expor nosso ponto de vista no que diz respeito às responsabilidades cabíveis, dos poderes constituídos, em evitar futuros acontecimentos desagradáveis como estes. Há muito, vemos o descaso do poder público com a regulamentação de nossa prestação de serviço, avisamos, apontamos e apelamos através dos órgãos de imprensa e documentos, sobre a necessidade da regulamentação de nossos trabalhos para sociedade setelagoana. Não fomos ouvidos e sequer, em muitos casos, atendidos. Sete Lagoas tem sido vítima de malfeitores que usam do transporte de motos para praticar seus crimes aqui na nossa “promissora” cidade. Fato do qual nós moto taxistas estamos sendo vítimas em duas esferas que nos prejudicam tanto no discernimento de quem presta o serviço e de quem é bandido, como também, estamos virando alvos de marginais. O assassinato de nosso companheiro, Nísio Silva Abreu, na porta do banco é mais do que uma prova de nosso manifesto aqui exposto. Os bandidos que praticaram o assassinato fugiram em uma moto, conforme relato dos jornais. No acidente onde o nosso companheiro e amigo Alvino Oliveira de Sena faleceu e a passageira, que ele transportava em sua moto, ficou gravemente ferida. Só temos que rechaçar a inoperância e “vistas grossas” da prefeitura municipal de Sete Lagoas em colocar redutores de velocidade bem como barras de segurança no entorno daquele trecho, onde aconteceu o acidente, já apelidado pelos cidadãos de nossa cidade de “curva da morte”.
    Nos dois casos a regulamentação da nossa prestação de serviço, para a comunidade, faz-se necessária e urgente, pois, as famílias dos nossos companheiros falecidos, bem como a passageira, poderiam ser acobertadas por um seguro que está previsto no anteprojeto de lei, que por hora, se encontra nas mãos do prefeito municipal Mário Márcio Campolina Paiva e que, por razões desconhecidas, ainda não foi devolvido à câmara municipal de Sete Lagoas. Tal seguro não ameniza a dor da morte, mas, ajuda a dar dignidade aos entes queridos. Deixamos claro que o não esclarecimento, por parte do prefeito, em devolver o anteprojeto à câmara, nos conduz ao pensamento de que seja má vontade e ou desconhecimento da necessidade popular de fazê-lo, pois, para tal devolução não se gasta dinheiro e nem há desprendimento técnico para tanto. Já temos a aprovação do serviço em âmbito nacional e precisamos que o prefeito municipal e sua equipe técnica nos dignifiquem com suas obrigações políticas.

    Aqui encobertos de luto manifestamos nosso pesar e repúdio da inoperância municipal.

    Atenciosamente

    Evaldo Silva Cruz
    Presidente do Sindicato dos Moto Taxistas de Sete Lagoas

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